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1 comment maio 19th, 2009

Você tem espírito empreendedor?

Uma das primeiras coisas que investidores de risco analisam ao avaliar uma oportunidade é se a pessoa que vai “tocar o negócio” tem espírito (ou perfil) empreendedor.

Existe uma vasta literatura sobre o tema e até mesmo na internet é possível encontrar diversos artigos que citam quais seriam as características dos empreendedores. O pessoal do ReadWriteWeb compilou a lista a seguir com 10 das que seriam as principais.

Dá próxima vez que você tiver uma idéia genial e for conversar com um investidor veja se você passa nesse checklist (tradução livre):

  1. Você está sempre buscando oportunidades. Essa é quase a definição de um empreendedor. Cada obstáculo é uma oportunidade.
  2. Você está preparado para trabalhar longas horas, todo dia, por um período indeterminado de tempo? Vamos acabar com as ilusões. Esqueça o “The 4-Hour Workweek”; é um mito que o autor criou para vender livros (e assim ele pudesse trabalhar só 4 horas por semana.)
  3. Boa saúde. Você não pode responder sim para o item 2 se não fores abençoado com uma boa saúde e com a disciplina para mantê-la nos tempos difíceis.
  4. Você tem um único serviço ou produto? A maioria dos empreendedores possui um monte de idéias, muitas delas viáveis. Mas eles costumam sofrer do dilema da “criança na loja de doces”, não sabendo qual idéia escolher. O truque é escolher aquela que é realmente a vencedora e ter a disciplina para ignorar todas as outras.
  5. Você está disposto a fazer sacrifícios no curto-prazo para obter sucesso no longo-prazo? Haverá longos períodos em que todos ao seu redor vão questionar sua sanidade, e seguindo as métricas normais (horas trabalhadas e stress X recompensa material), eles estarão corretos.
  6. Honestidade e integridade. Muitas vezes você terá que trabalhar sem a proteção de contratos legais. É a essência de mover-se rápido, e algumas vezes você não terá condições de bancar um advogado. Então, você terá que trabalhar com pessoas honestas e íntegras. É difícil fazê-lo sem que você mesmo o seja.
  7. Você está sonhando quilômetros à frente enquanto mantém o foco no que faz agora. O empreendedor é uma mistura ímpar: parte sonhador, parte brutalmente realista e pragmático. Você deve focar primeiro no hoje e, depois, no contexto geral, e ignorar o resto. O hoje é sobre as coisas imediatas que você tem que resolver para continuar crescendo, para entregar projetos para os clientes, para faturar, etc. Ver o contexto geral está ligado a imaginar como o mundo estará daqui a 10 anos e como se posicionar em relação a isso. Não podemos saber o que vai acontecer na próxima semana, mês ou ano. O médio-prazo é totalmente desconhecido. No entanto, muitas tendências de longo-prazo são bem claras.
  8. Você é autoconfiante? Muito provavelmente você entrará em disputas que fariam muita gente correr.
  9. Disciplina. Esse quesito se relaciona com vários pontos citados anteriormente. Você vai precisar de disciplina para manter sua saúde (item 2), de forma que você possa trabalhar duro (item 3), e poder focar no produto ou serviço ignorando todo o resto (item ).
  10. Você está preparado para dizer: “não sei, mas vou resolver.” Empreendedores têm que ser generalistas. Eles podem conhecer uma coisa muito, muito bem. Mas também têm que saber o bastante sobre praticamente tudo para que ocasionalmente façam coisas por eles mesmos. Também é importante terem o discernimento para eventualmente contratar alguém para realizar trabalhos específicos.

E aí, você concorda com essa lista? Sentiu falta de alguma características? Deixe suas impressões no comentários.

1 comment maio 15th, 2009

As empresas mais inovadoras do mundo

A Business Week publicou mês passado a The Most Innovative Companies 2009, elaborada pelo BCG. Mais uma vez, Apple e Google estão na liderança.

Passando o olho pela lista, me chamou a atenção o número de fabricantes de automóvel. Dos EUA, no entanto, só a Ford aparece, em trigésimo primeiro lugar. Não é por menos que, atualmente, a indústria automobilística americana enfrenta tanta dificuldade, principalmente diante da crise. A razão para a Ford estar listada é o seu esforço para levar ao mercado carros elétricos e híbridos, que ainda vão levar tempo para representarem uma parcela significativa nas vendas da montadora americana. As outras montadoras listadas são (em ordem): Toyota, Tata, Volks, BMW, Honda, Daimler e Fiat.

Entretanto, é importante observar que a metodologia utilizada para compor a lista é simplista. Consiste basicamente da consulta, através de um formulário de 20 questões, a executivos de empresas no mundo todo. O faturamento e crescimento das empresas listadas têm um peso inferior a 20%. Ou seja, esse ranking representa praticamente a percepeção de quais as empresas são mais inovadoras.

A lista The World’s Most Innovative Companies, da Fast Company, traz empresas mais desconhecidas e muitas novidades. Das 50 listadas em 2009, 33 estão no ranking pela primeira vez.

Inserir comentário maio 15th, 2009

Tem, mas acabou!

Tarefas do dia:

1. Enumere alguns bons livros sobre inovação (em português).
2. Compre alguns exemplares de cada um.
3. Distribua para os funcionários do comitê de inovação da empresa.

Este foi nosso desafio, dentro do escopo de um projeto que estamos desenvolvendo para uma grande empresa.

Adivinha qual foi a tarefa mais difícil?

Não, não foi enumerar bons livros de inovação e obviamente não foi distribuir os livros. Surpreendentemente, a tarefa quase impossível é encontrar os bons livros sobre inovação nas livrarias (reais ou virtuais) do Brasil.

Compartilhando nossa indicações, os livros que selecionamos foram:
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Inovação: Prioridade Nº 1

Estratégia do Oceano Azul


Gestão da Inovação

Wikinomics

Crescimento pela Inovação
crescimento
Open Innovation

O Dilema da Inovação
dilema
O Futuro da Inovação

Cartas a um Jovem Empreendedor
carta

Bem, tivemos que fazer a compra em 5 livrarias para abarcar os livros e dois deles não conseguimos encontrar: Open Innovation (pasmém, não existe a versão em português) e O Dilema da Inovação.

Será que a demanda em relação a livros de Inovação é tão pequena que a oferta não se estabeleceu?
Ou será que livros sobre Inovação vende tanto que o estoque anda em baixa?

Mais um dilema da Inovação!

2 comments abril 24th, 2009

MCT disponibiliza formulário online para Prestação de Contas do Uso dos Incentivos Fiscais

O Ministério de Ciência e Tecnologia acaba de disponibilizar em seu site a nova versão do formulário de Prestação de Contas do uso dos Incentivos Fiscais à Inovação Tecnológica (Lei do Bem – 11.196/05).

O formulário já existia desde 2006 em formato de documento, quando foi aprovado pela Portaria 943, em 8 de dezembro.

A novidade agora é que o novo formulário disponibilizado será preenchido online diretamente no site do Ministério, mediante um cadastramento inicial da empresa que se utilizou dos incentivos, sendo a segurança das informações garantida através do fornecimento de uma senha individual a cada empresa.

O prazo para a Prestação de Contas dos Incentivos Fiscais à Inovação para as empresas que se utilizaram dos benefícios no ano base 2008 se encerra em 31/07/2009. A Incentivar Consultoria oferece seus serviços tanto para o levantamento de projetos de inovação e apuração dos incentivos, como também na revisão no preenchimento do formulário.

Outras informações pelo contato@incentivarconsultoria.com.br

Inserir comentário abril 22nd, 2009

Nem só de patente vive a propriedade intelectual

Framework Gestão de Ativos Intelectuais

“Dentre os mecanismos de apropriação do conhecimento, a proteção de uma invenção por meio de patentes soa como a forma mais eficaz. Uma idéia patenteada tem garantia legal de que terceiros não farão uso de suas aplicações sem consentimento do seu proprietário. Mas será que proteger uma idéia e excluir seu uso por terceiros é de fato a única forma de capturar seu valor?”

Marcelo Mattioli e Eduardo Toma fizeram esta pergunta no artigo Proteção, Apropriação e Gestão de Ativos Intelectuais, publicado hoje no Radar do Inovação.

Eles nos contam que nem só de patente vive a PI. Comentam do conhecimento tácito, que muitas vezes vale mais que o explícito, segredo industrial e até de situações em que a geração de valor está no compartilhamento do conhecimento, e não na sua proteção, como na cadeia de sistemas open source. Outro exemplo é o das estratégias de time-to-market acelerado, em que é mais importante estar continuamente na frente dos concorrentes, que proteger o conhecimento, nos casos em que o ciclo de vida dos produtos é muito curto.

Mas a contribuição mais importante do artigo, na minha opinião, está na proposta de um modelo para gestão de ativos tecnológicos (a figura do framework é bem marcante, tem a forma de hexágono). Eles chegarem nesta forma após intenso estudo da área e entrevistas com gestores de PI de grandes empresas nacionais e multinacionais.

A mensagem, no fim das contas, é que muito mais importante que patentes ou qualquer outra forma de apropriação do conhecimento é a inteligência na forma de geri-los que faz toda a diferença. Vale a leitura!

Clique aqui para baixar o artigo (PDF, 15 págs.)

1 comment abril 20th, 2009

1º Falaii - “Dinâmica da Inovação”

Está marcado o primeiro evento Falaii, cujo tema será “Dinâmica da Inovação e Negócios Inovadores“.

Esta primeira apresentação visa discutir o contexto da inovação e introduzir conceitos iniciais da gestão de tecnologias e inovação tecnológica. Serão abordados tópicos como a dinâmica da inovação, oportunidades de negócios tecnológicos e modelos de inovação aberta, ilustrados em cases nacionais e internacionais.

Para iniciar a discussão deste tema aqui no Blog, deixamos a seguinte pergunta: Porque as empresas buscam inovar constantemente?

Para fazer a inscrição basta preencher o formulário online.
Dinâmica da Inovação e Negócios Inovadores
Data: 5 de maio de 2009
Horário: 12h30 às 13h30
Local: Instituto Inovação - Av. Romeu Tórtima, 699
Tel: 3289-0353

A lista de doações será entregue por email para os inscritos, lembrando que a doação é necessária para participação do evento.

1 comment abril 15th, 2009

Você está preparado para concorrer com o Google?

Com milhares de engenheiros espalhados pelo mundo, o Google é uma fábrica de inovações. A empresa começou sua saga se estabelecendo como um excelente motor de buscas, e aos poucos foi lançando novos produtos que, devido à sua qualidade, rapidamente dominaram seus nichos. Foi assim com o Gmail, o Google Maps, o Google Docs, entre outros.

Agora lançaram mais um, e esse tem tudo pra ser um sucesso no ambiente corporativo: Google Moderator. Criado nos famosos 20% de tempo livre, o aplicativo foi pensado como uma solução simples para um problema simples.

“No Google, nós temos muitas palestras, mas como o número de participantes aumentou, a parte de perguntas e respostas não estava sendo possível. Nunca havia tempo para todas as questões, e não estava claro se as melhores perguntas é que eram respondidas. Além disso, a participação de pessoas fora de Mountain View não se fazia possível.”

Para resolver essa questão o engenheiro Taliver Heath criou um sisteminha simples onde todos podem mandar perguntas e votar nas perguntas enviadas por outras pessoas.

Há alguns dias escrevemos sobre ferramentas para gestão de idéias e essa é exatamente umas das funcionalidades que a nova ferramenta do Google pretende abranger. É o Google fornecendo - “sem querer” - ferramentas para gestão da inovação aberta (Open Innovation).

Será que as empresas que desenvolvem essas ferramentas estão prontas para concorrer com o Google e sua política de fornecer tudo de graça? Tá certo que o Moderator ainda é bem limitado, mas a tendência é que ele evolua rapidamente.

Essa é uma questão que todas as empresas que trabalham com software devem começar a se perguntar: “e quando o Google chegar no meu nicho, o que vai ser de mim?” E que fique claro que não são só essas empresas que estão ameaçadas. A missão de organizar toda a informação do mundo é abrangente o suficiente para deixar muita gente preocupada.

1 comment abril 14th, 2009

Falaii


No próximo mês será inaugurado na unidade de Campinas do Instituto Inovação o evento Falaii, um fórum informal de discussão de inovação. O evento será mensal e compreenderá palestras sobre diversos temas relacionados à inovação (Gestão da Inovação, Estratégia, Cultura, Processos, Inovação Aberta, Sustentabilidade entre outros), seguidas de bate-papo com direito a lanche com os participantes.

Para participar basta:

  • Preencher a ficha de inscrição que estará disponível no site cerca de 15 dias antes de cada evento;

  • Contribuir com uma doação no dia;

    • As doações serão destinadas ao Lar da Criança Feliz, um abrigo para crianças de 0 a 14 anos aqui em Campinas. O Lar da Criança Feliz divulga mensalmente uma lista de necessidades que muda de acordo com a entrada de doações, logo, a cada edição do evento iremos divulgar esta lista junto à inscrição, para direcionar as doações.

  • Cada evento será aberto a 20 pessoas, por ordem de inscrição.

Mensalmente iremos publicar maiores informações sobre cada edição aqui no Blog do Instituto Inovação. Para cada tema iremos publicar um breve texto para adiantar o conteúdo a ser abordado e viabilizar uma discussão pré- e pós- evento!

Todos estão convidados a participar das discussões no Blog assim como das palestras.

6 comments abril 6th, 2009

Sobre proxys, economistas e indicadores de inovação

economista

Quando eu fazia faculdade de Administração na UFMG, eu tive um grande privilégio de conviver com muitos economistas, ou futuros economistas. Havia um certa rivalidade entre os cursos e alguns dos meus colegas menosprezavam o pessoal da Economia. Seriam teóricos, bitolados, nerds, etc.

Eu, ao contrário, sempre tive inveja destes seres tão peculiares.

Cite um grande administrador.
- Taylor? Engenheiro.
- Ford? Engenheiro.
- Mayo? Engenheiro ou Psicólogo… sei lá.
- Jack Welch? Engenheiro.

Agora cite um grande economista.

Adam Smith, Keynes, Marx, Pedro Malan (ops… este é engenheiro), Schumpeter… e por aí vai.

Um dos conceitos mais bacanas que que aprendi com um economista é o tal do proxy. Outro dia, o Saddi, futuro economista e ex-estagiário do Instituto Inovação, estava me falando dos tais dos proxys.

Proxy é o seguinte: se não existe algum indicador que meça determinado fenômeno, existirá outro indicador cuja correlação com o fenômeno é alta então podemos usá-lo como um indicador aproximado. Vejamos:

- Produção de papelão nas indústrias é um proxy da atividade industrial.
- Taxa de repetência escolar é um proxy da qualidade da educação.
- Percentual de cheques sem fundos é um proxy do endividamento da população.
- Busca pela palavra “inovação” no Google é um proxy de onde está a Inovação (veja post).

Uma das discussões mais polêmicas que temos no nosso dia a dia é aquela acerca do indicador de inovação. Bem, minha conclusão é que não existe um indicador de inovação, mas um montão de proxys. Vejamos:

Para um país ou região:

- Quantidade de patentes.
- Quantidade de publicações científicas.
- Quantidade de mestres e doutores.
- Balança comercial de royalties.
- Dinheiro (ou percentual do PIB) investidos em P&D.
- Quantidade de contratos de cooperação universidade-empresa.
- Quantidade de incubadoras (ou de empresas incubadas).
- Etc.

Para uma empresa/instituição:

- Quantidade de patentes.
- Receita com produtos novos.
- Quantidade de produtos novos.
- Despesas com P&D.
- Quantidade de pesquisadores.
- Quantidade de projetos de inovação.
- Ganho de produtividade.
- Etc.

E aí? Não ficou mais simples discutir os proxys do que os indicadores? Nem sempre os economistas complicam as coisas.

Quem quiser contribuir com mais proxys, seja bem-vindo.

1 comment abril 3rd, 2009

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